Processo de lavagem de dinheiro contra a Pilatus é adiado indefinidamente
É provável que o processo de lavagem de dinheiro contra o Pilatus Bank e seus antigos altos executivos seja adiado por meses, até que a promotoria busque assistência jurídica das autoridades do Reino Unido.
O tribunal estava informado que a acusação solicitou assistência jurídica do Reino Unido quando o caso contra o Banco e sua ex-funcionária responsável pela comunicação de lavagem de dinheiro, Claude-Ann Sant Fournier, prosseguiu na segunda-feira.
Outras recomendações para obter assistência de jurisdições estrangeiras foram executadas. Com base na lista de outras provas apresentadas pelo Procurador-Geral, o tribunal observou que a acusação estava buscando ajuda das autoridades do Reino Unido para localizar uma pessoa que era um MLRO (Oficial de Relatórios de Lavagem de Dinheiro) na filial do banco em Londres.
A demanda foi contestada pela defesa, que observou ser incorreto apresentar essa pessoa como responsável pela prevenção à lavagem de dinheiro na filial de Londres, quando, na realidade, essa filial, que a Pilatus havia se preparado para estabelecer, não havia sido criada.
“O que isso tem a ver com o presente caso relativo ao banco maltês?” perguntou a magistrada Donatella Frendo Dimech.
“Qual é o objetivo da prova?” questionou o magistrado, mantendo, porém, que, sendo um tribunal de investigação criminal, seu papel era reunir provas conforme solicitado pelo Procurador-Geral.
Folheando o documento elaborado pelo Procurador-Geral, o tribunal leu que a funcionária havia sido designada como Responsável pela Prevenção à Lavagem de Dinheiro (MLRO) na filial de Londres em março de 2017, mas parecia ter sido “deixados no escuro” e não conseguiu “cumprir seu papel.”
Ela, portanto, entregou sua carta de demissão. Suponha que essa pessoa tivesse conhecimento de que os casos poderiam não ter sido conduzidos adequadamente. Nesse caso, tal informação poderia influenciar as acusações ilegais em questão e, portanto, seria aplicável ao processo, afirmou o tribunal.
A direção maltesa solicitou a ajuda dos seus homólogos britânicos para localizar a pessoa em questão, de modo a que ela pudesse depor por videoconferência.
Diante desse pedido, o tribunal concedeu três dias para que a acusação apresentasse as provas que o sustentavam.
Eles deveriam representar o indivíduo como possível testemunha, sendo um responsável pela prevenção à lavagem de dinheiro (MLRO) na filial de Londres. Em janeiro de 2017, o Pilatus Bank inaugurou essa filial no Reino Unido, e esse funcionário envolvido na investigação desempenhou um papel significativo no banco em Malta.
Além disso, até a conclusão do processo formal e a obtenção da assistência solicitada do Reino Unido, é muito provável que o processo contra Sant Fournier e o banco não registre grandes avanços.
“Não consigo imaginar que este caso se prolongue por mais de seis meses.” disse o magistrado, suspendendo o processo por tempo indeterminado (sine die).
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