Bancos que não cumprem as normas podem acabar na lista cinza da GAFI – alerta o governador do Banco Central da África do Sul.
Lesetja Kganyago, Governador do SARB, confirmou à comissão permanente do Parlamento a inclusão na Lista Cinza caso o banco não cumpra os padrões do GAFI (Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo).
Os bancos devem cumprir as diretrizes da GAFI (Grupo de Ação Financeira Internacional) em vez de tomarem medidas unilaterais contra entidades e pessoas acusadas de envolvimento em [contexto ilícito]. atividades financeiras ilegais.
Pieter Smit, gerente executivo de assuntos jurídicos e de políticas do Centro de Inteligência Financeira (FIC), afirmou no início deste ano que era inaceitável que os bancos encerrassem prematuramente contas financeiras, pois isso prejudicaria a capacidade do FIC de tomar medidas.
“Na verdade, esse não é um comportamento que a FIC incentiva. Deixamos bem claro, quando conversamos com os bancos, que não aceitamos a justificativa de que um banco não pode manter essa conta para um determinado titular porque isso prejudica o próprio trabalho da FIC.” disse Andrews.
Diversos bancos regionais já pagaram mais de R$ 100 milhões em multas por infringirem regulamentações nacionais e internacionais. Caso o país não cumpra as recomendações do GAFI (Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo) até fevereiro de 2019, os bancos poderão ser multados ou proibidos de operar nos mercados financeiros e de captar recursos.
O governador do Banco Central da África do Sul (SARB), Lesetja Kganyago, declarou à Comissão Permanente de Finanças do Parlamento (SCoF) que, se os bancos não implementarem adequadamente as medidas do relatório, serão incluídos na lista cinza.
“No entanto, evitar a inclusão na lista cinza abrange as forças policiais e os promotores, além do que estamos fazendo. Iniciamos um programa em 2020. Criamos uma linha de trabalho e estamos convencidos de que podemos cumprir as exigências com base em nossas análises.”
O tribunal decidiu a favor do Standard Bank, sustentando que o direito de um banco de encerrar uma conta quando necessário é um direito contratual que não tem relação com princípios constitucionais ou questões de interesse público.
Em violação das normas, diversos bancos encerraram as contas bancárias de indivíduos. empresas, incluindo a Sekunjalo Investment Holdings e suas subsidiárias.
Os bancos são obrigados a reportar transações suspeitas de acordo com a Seção 29 da Lei FIC. O descumprimento dessas obrigações pode resultar em multas impostas pelo SARB (Banco Central da África do Sul). Segundo a Lei FIC, os parceiros regionais, nacionais e internacionais de aplicação da lei, incluindo a SARS (Receita Federal da África do Sul), podem solicitar essas informações.
O GAFI (Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo) iniciou a avaliação dos bancos do país há três anos e, em 7 de outubro, publicou sua avaliação final. Todos os órgãos reguladores devem exigir que os beneficiários finais ajam de forma adequada e ética, além de investigar quaisquer alegações de irregularidades cometidas por seus diretores, alta administração, acionistas minoritários ou empresas afiliadas.
Kganyago afirmou: “Nossa preocupação não é apenas que a GAFI nos imponha isso, mas também que outros países, como a UE, intensifiquem suas atividades contra instituições sediadas na África do Sul.”
Ele acrescentou que as instituições financeiras internacionais realizariam mais verificações de diligência prévia em bancos sul-africanos com entidades internacionais que possam estar hesitantes em fazer negócios com o país.
“Nesse caso, eles aumentarão os custos de empréstimo da África do Sul ou dirão que não vale a pena, e nesse caso não fornecerão recursos, e nesse caso não teremos acesso a alguns recursos de que precisaríamos de outra forma.”
“O custo do crédito nesta economia vai aumentar”, alertou ele. “O SARB precisa agir rapidamente para evitar a inclusão na lista cinza e demonstrar progressos significativos. Se formos incluídos na lista cinza, devemos ser removidos dela dentro de um ano.” Kganyago disse.
Sugestão de leitura: O SARB emite orientações para desencorajar o encerramento de transações com criptomoedas em bancos.
